Guia prático para montar um plano de negócio

Tempo de leitura: 6 minutos

Se deseja iniciar um novo empreendimento ou lançar uma nova linha de produtos, o mais indicado é que crie um plano de negócio. Esse plano possibilitará uma visão muito mais clara sobre o mercado, suas variáveis e como atuar nele.

Existem dois principais motivos para criar um plano de negócio: avaliar a viabilidade de um novo projeto e apresentar esse projeto para um futuro sócio ou investidor. Independentemente do caso, é preciso saber construí-lo com sucesso.

Para isso, precisará de certo nível de conhecimento técnico, entender como analisar o macroambiente, monitorar o ambiente-tarefa, segmentar seu público-alvo, criar projeções financeiras (de curto, médio e longo prazos) e assim por diante.

Mas fique tranquilo, estamos aqui para te ajudar! Separamos algumas dicas para você construir um plano de negócio épico. Continue lendo e fique por dentro do assunto.

Crie o sumário executivo do seu plano

Quem lerá seu plano de negócio? É muito provável que sejam investidores, instituições financeiras, sócios em potencial, parceiros estratégicos ou mesmo seus familiares. Independentemente de quem seja, é importante ter uma visão inicial rápida.

É exatamente esse o objetivo do sumário executivo! Nele, você poderá destacar as seguintes informações:

  • resumo da oportunidade que deseja aproveitar;
  • resumo da empresa (e produtos que serão comercializados);
  • apresentação dos sócios (seus conhecimentos, habilidades e atitudes);
  • principais fontes de recurso para o projeto (próprias ou de terceiros);
  • visão de longo prazo (onde se deseja chegar).

Não há um limite de páginas para criar seu sumário, mas é importante que ele seja claro e direto. Com isso, você conseguirá condensar suas ideias em poucos parágrafos, tornando o restante da leitura mais agradável e produtiva.

Realize uma sólida análise do mercado

No ambiente externo, residem diversas oportunidades e ameaças, as quais devem ser pontuadas na hora de elaborar o plano. Contudo, para ficar mais fácil, deve-se dividir esse grande ambiente em dois principais blocos: o macroambiente e o ambiente-tarefa.

O primeiro é mais amplo, sendo possível identificar variáveis que podem afetar ou potencializar o funcionamento do negócio. Nele, não residem entidades concretas (empresas ou pessoas), mas um conjunto de condições. Veja as principais:

  • aspectos político-legais (quais leis podem limitar sua atuação);
  • aspectos econômicos (se a economia está propícia para a sua atividade);
  • aspectos tecnológicos (que tipos de tecnologias podem te ajudar);
  • tendências de mercado (qual o melhor momento para iniciar o negócio).

O segundo ambiente está mais próximo da empresa, por isso suas mudanças podem ser dotadas de maior imediatismo. É indispensável monitorá-lo continuamente, para que se possa alcançar os resultados desejados. Veja alguns exemplos:

  • concorrentes (quais são os principais e mais influentes);
  • clientes (suas principais características: idade, formação, classe social etc.);
  • fornecedores (se vai depender de poucos ou existem muitos);
  • órgãos reguladores (sindicados, associações etc.).

Faça um estudo minucioso de cada um dos ambientes, buscando identificar que oportunidades podem ser aproveitadas e quais ameaças devem ser antecipadas. Com isso, você poderá iniciar seu empreendimento com um grande diferencial em mãos: a informação.

Estabeleça uma boa estratégia de marketing

O terceiro passo é criar uma estratégia de marketing, definindo como vai gerenciar seus diversos recursos para aproveitar as oportunidades existentes. Para isso, atente-se ao composto de marketing (4P’s). Entenda melhor:

  • produto: o que vai comercializar e quais os maiores diferenciais em relação à concorrência;
  • preço: que preço vai praticar para entrar no mercado, levando em consideração o valor praticado pela concorrência, os custos e o valor percebido pelos clientes;
  • praça: onde estará localizado e se isso é importante para vender mais;
  • promoção: qual será sua estratégia de penetração no mercado, ou melhor, como vai fazer “barulho” para atrair clientes.

Cada um desses subtópicos deverá ser colocado em seu plano de negócio, realize uma análise concreta e aprofundada deles. Assim terá uma boa estratégia para iniciar suas atividades, sabendo como se diferenciar e conquistar os clientes.

Defina seu plano operacional

Esse quarto item se refere às ferramentas que serão necessárias para pôr seu plano de negócio em prática, ou melhor, produzir e/ou vender os produtos. Os principais subtópicos que compõem o plano operacional são:



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  • recursos humanos: quantas pessoas serão necessárias, quais suas funções e atividades-chave;
  • recursos materiais: quais equipamentos serão necessários para realizar as tarefas diárias (computadores, veículos, materiais de escritório etc.);
  • espaço físico: que espaço será demandado para instalar o novo negócio, qual será o layout do imóvel e como isso influencia na produtividade.

Crie uma projeção financeira realista

O quinto tópico diz respeito especificamente às características financeiras do plano. Muitas vezes, é a parte que mais interessa aos investidores. Nele, é possível avaliar se o negócio é realmente rentável e atende às expectativas iniciais. Veja os principais subtópicos:

  • definição do investimento inicial necessário;
  • especificação dos custos fixos e variáveis;
  • ponto de equilíbrio do negócio;
  • projeções financeiras para o curto, médio e longo prazos;
  • fontes de recursos para o empreendimento.

Para criar uma previsão realista, você pode trabalhar com diferentes cenários. Então, para cada projeção (curto, médio e longo prazos), pense nas seguintes possibilidades:

  • cenário otimista: onde tudo acontece de forma extremamente favorável, beneficiando o empreendimento acima do que imaginava inicialmente;
  • cenário realista: é aquele mais provável que se aconteça;
  • cenário pessimista: onde acontece exatamente o oposto do primeiro, desfavorecendo por completo o empreendimento.

Também é importante que você conheça mais a fundo as principais fontes de recursos financeiros, identificando qual melhor se adéqua ao seu perfil e atende às necessidades do seu projeto. As mais comuns são: capital próprio; empréstimo bancário; financiamento bancário; crowdfunding (financiamento coletivo); cartão de crédito e outros investidores (familiares, investidores-anjo, amigos etc.).

Ao finalizar o plano financeiro, é provável que você já tenha uma opinião formada sobre o empreendimento, se realmente vale seu tempo, suor e dinheiro.

Conclua seu plano de negócio

Para fechar com chave de ouro, é preciso criar um parecer final, falando sobre a viabilidade do empreendimento e quais deverão ser os primeiros passos para a sua execução.

Ao seguir essas dicas, você conseguirá estruturar um excelente business plan, ter uma visão do mercado muito mais aprofundada e engajar possíveis investidores. Tudo isso demanda muito trabalho e foco, mas certamente vale o esforço.

Agora que está por dentro do assunto e sabe como criar seu plano de negócio, aproveite para continuar aprendendo. Leia nosso post: conheça 7 pilares das vendas online.



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